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2025-05-10 16:41:59 CEST
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ΜΟΛΩΝ ΛΑΒΕ on Nostr: Sou contra qualquer lei que impeça a manifestação religiosa. E considero que o ...

Sou contra qualquer lei que impeça a manifestação religiosa. E considero que o catolicismo é o correto. É como liberdade de expressão.

Inclusive há vários documentos papais condenando a imposição da fé durante as Grandes Navegações.

A função do papa não é ser chefe de estado.

O papa não tinha exatamente mais poder que os reis na Idade Média. A Questão das Investiduras, o Atentado de Anagni, o Cativeiro de Avignon, o Grande Cisma do Ocidente e a própria Reforma Protestante mostram que o poder papal não era assim tão absoluto quanto parece, vide a Excomunhão de Isabel I da Inglaterra. Boa parte desses eventos ocorreram durante o ápice do poder papal.

Alguma outras notas minhas só pra complementar:
O erro é reduzir a Igreja à sua parte visível, institucional e humana, ignorando sua natureza sacramental, espiritual e mística como Corpo de Cristo.

“Não existem mais de 100 pessoas neste mundo que realmente odeiem a Igreja Católica, mas há milhões que odeiam o que eles pensam ser a Igreja Católica.”
A respeito da Inquisição Medieval:

A partir do momento em que uma pessoa era oficialmente declarada herege, — especialmente se fosse reincidente — ela deixava de pertencer à Igreja. E, por não mais pertencer ao corpo eclesiástico, a Igreja não tinha mais autoridade sobre ela. Essa declaração marcava o rompimento entre o indivíduo e a comunidade eclesiástica. A partir daí, o caso assumia um novo caráter: transformava-se em uma questão de ordem civil, de responsabilidade do Estado — ou seja, do poder secular. A jurisdição e a execução da pena passavam, então, para o poder civil.

Importante destacar: o Estado não executava uma sentença da Inquisição. O que acontecia era que o Estado aplicava uma pena segundo o direito penal vigente à época — onde a heresia era considerada crime contra a ordem social e, frequentemente, punível com a morte.

E por que o Estado via a heresia como crime? Porque, naquele contexto, toda a organização da sociedade — suas leis, costumes e estruturas políticas — era orientada pela fé católica. A heresia, portanto, não era apenas uma divergência religiosa, mas uma ameaça à ordem civil e à coesão da sociedade. Por isso, sua repressão era vista como uma defesa do corpo social como um todo. Daí a heresia ser vista como crimen laesae majestatis divinae — um "crime de lesa-majestade divina".