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A DIREITA PRECISA VENCER AS LEGISLATIVAS — MAS PRECISAMOS CORRIGIR A ROTA AGORA
A direita tem condições de sair vitoriosa nas eleições legislativas. Na disputa pelo Executivo, porém, não temos as mesmas certezas.
Justamente por isso, algumas coisas precisam ser acertadas AGORA. Se continuarmos ignorando nossos próprios problemas, corremos o risco de transformar uma oportunidade histórica em um verdadeiro DESASTRE.
Esta é uma autocrítica. Não é um ataque a pessoas.
BOLSONARISTAS
PL
A caça às bruxas e a insistência em apresentar determinados políticos como sendo de direita, apesar de suas atitudes e alianças, estão cobrando um preço alto.
As pessoas não são cegas. Quando discurso e prática não coincidem, a credibilidade desaparece.
NOVO
O partido precisa resolver suas divisões internas. A caça às bruxas, assim como ocorre em outros grupos, está afastando justamente aqueles que poderiam ser apoiadores reais e ideológicos do projeto.
Discordância interna não deveria ser tratada automaticamente como traição.
REPUBLICANOS
Hoje é extremamente difícil para o eleitor distinguir quem é conservador, quem é fisiológico e quem efetivamente representa posições de esquerda.
O excesso de pragmatismo e de positivismo político acaba tornando o partido pouco identificável ideologicamente.
MORISTAS
A hipocrisia está minando o apoio.
Se existem divergências, conversem entre vocês e encontrem um rumo. Depois, sustentem esse rumo com coerência.
Não é possível exigir coerência dos outros enquanto o próprio movimento não consegue estabelecer uma linha clara para si.
MISSIONÁRIOS — MBL
Aqui é necessário um alerta especialmente sério.
Atacar qualquer pessoa que apresente o mínimo de pensamento crítico está ativamente afastando pessoas que estão começando a se interessar pelo movimento.
Nem todo simpatizante chega pronto, doutrinado ou com o mesmo nível de conhecimento político.
Quem está chegando precisa ser convencido, não humilhado.
Militância agressiva e tóxica não cria novos apoiadores. Cria inimigos.
NACIONALISTAS
É preciso romper imediatamente com setores que estão levando o nacionalismo para posições que contradizem o próprio conceito de soberania nacional.
Se determinados grupos e lideranças estão se aproximando politicamente de setores como PDT e PCO, é preciso reconhecer o problema e estabelecer limites claros.
E precisamos falar também sobre a Rússia.
A Rússia não é sinônimo de patriotismo.
Um nacionalista deveria defender a soberania e a liberdade de sua própria nação — e não transformar outro Estado em modelo absoluto.
A Rússia possui interesses próprios.
Patriotismo não é russificação. Abolição do Dugnismo é urgente
Acordem.
FAROL DA LIBERDADE
Ninguém possui o monopólio da verdade.
Quando um movimento começa a expulsar pessoas porque elas ainda estão formando suas posições, ele destrói a própria capacidade de crescer.
Alinhamento é processo.
Ninguém se torna completamente alinhado a uma corrente política da noite para o dia.
Quem está chegando precisa de espaço para aprender, questionar, discordar e amadurecer.
Não transformem uma porta de entrada em uma porta de saída.
BOLHA CATÓLICA
Discordar faz parte da política.
Piedade e caridade são virtudes. Socialismo não é.
É preciso tomar cuidado para que determinadas ideias apresentadas como preocupação social não acabem importando conceitos marxistas para dentro do pensamento conservador.
Observem o caminho que algumas dessas ideias estão tomando.
Não é porque uma proposta utiliza linguagem cristã que sua estrutura econômica ou política deixa de ser incompatível com o conservadorismo.
BOLHA EVANGÉLICA
Atacar todos os adversários enquanto se ignoram problemas internos também é um erro.
É preciso olhar para dentro.
Da mesma forma, algumas ideias estão se afastando progressivamente da direita e se aproximando de concepções coletivistas que merecem ser questionadas.
Assim como no ambiente católico, é necessário distinguir caridade, solidariedade e preocupação com o próximo de propostas políticas cuja estrutura pode reproduzir conceitos marxistas.
A linguagem pode ser religiosa.
A origem da ideia e suas consequências práticas podem ser outra coisa.
EDUARDISTAS — DISSIDENTES DO FLAVISMO ATUAL
Criar mitos para atacar adversários internos é desnecessário.
Entendemos que existe uma construção de base pensando em 2030. Isso faz parte da política.
Mas é possível construir uma alternativa com honra.
Não precisamos inventar histórias, fabricar vilões ou transformar antigos aliados em monstros para justificar um novo projeto.
---
A DIREITA PRECISA APRENDER UMA COISA
Não precisamos concordar em tudo.
Precisamos aprender a conviver com divergências sem transformar todo discordante em inimigo.
Precisamos parar de expulsar quem ainda está chegando.
Precisamos parar de chamar qualquer aliado circunstancial de "direita" apenas porque isso é conveniente.
Precisamos parar de confundir pragmatismo com princípios.
E precisamos, principalmente, entender que uma eleição não é vencida apenas pela quantidade de militantes que já temos, mas pela capacidade de convencer quem ainda não está conosco.
Se continuarmos brigando entre nós, perseguindo dissidentes, criando inimigos internos e afastando quem pensa diferente, podemos até vencer uma eleição.
Mas estaremos construindo uma direita incapaz de governar.
A autocrítica precisa começar agora.
Porque depois da eleição será tarde demais.
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Depois, sustentem esse rumo com coerência.\n\nNão é possível exigir coerência dos outros enquanto o próprio movimento não consegue estabelecer uma linha clara para si.\n\nMISSIONÁRIOS — MBL\n\nAqui é necessário um alerta especialmente sério.\n\nAtacar qualquer pessoa que apresente o mínimo de pensamento crítico está ativamente afastando pessoas que estão começando a se interessar pelo movimento.\n\nNem todo simpatizante chega pronto, doutrinado ou com o mesmo nível de conhecimento político.\n\nQuem está chegando precisa ser convencido, não humilhado.\n\nMilitância agressiva e tóxica não cria novos apoiadores. Cria inimigos.\n\nNACIONALISTAS\n\nÉ preciso romper imediatamente com setores que estão levando o nacionalismo para posições que contradizem o próprio conceito de soberania nacional.\n\nSe determinados grupos e lideranças estão se aproximando politicamente de setores como PDT e PCO, é preciso reconhecer o problema e estabelecer limites claros.\n\nE precisamos falar também sobre a Rússia.\n\nA Rússia não é sinônimo de patriotismo.\n\nUm nacionalista deveria defender a soberania e a liberdade de sua própria nação — e não transformar outro Estado em modelo absoluto.\n\nA Rússia possui interesses próprios. \nPatriotismo não é russificação. 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Socialismo não é.\n\nÉ preciso tomar cuidado para que determinadas ideias apresentadas como preocupação social não acabem importando conceitos marxistas para dentro do pensamento conservador.\n\nObservem o caminho que algumas dessas ideias estão tomando.\n\nNão é porque uma proposta utiliza linguagem cristã que sua estrutura econômica ou política deixa de ser incompatível com o conservadorismo.\n\nBOLHA EVANGÉLICA\n\nAtacar todos os adversários enquanto se ignoram problemas internos também é um erro.\n\nÉ preciso olhar para dentro.\n\nDa mesma forma, algumas ideias estão se afastando progressivamente da direita e se aproximando de concepções coletivistas que merecem ser questionadas.\n\nAssim como no ambiente católico, é necessário distinguir caridade, solidariedade e preocupação com o próximo de propostas políticas cuja estrutura pode reproduzir conceitos marxistas.\n\nA linguagem pode ser religiosa.\n\nA origem da ideia e suas consequências práticas podem ser outra coisa.\n\n EDUARDISTAS — DISSIDENTES DO FLAVISMO ATUAL\n\nCriar mitos para atacar adversários internos é desnecessário.\n\nEntendemos que existe uma construção de base pensando em 2030. Isso faz parte da política.\n\nMas é possível construir uma alternativa com honra.\n\nNão precisamos inventar histórias, fabricar vilões ou transformar antigos aliados em monstros para justificar um novo projeto.\n\n---\n\nA DIREITA PRECISA APRENDER UMA COISA\n\nNão precisamos concordar em tudo.\n\nPrecisamos aprender a conviver com divergências sem transformar todo discordante em inimigo.\n\nPrecisamos parar de expulsar quem ainda está chegando.\n\nPrecisamos parar de chamar qualquer aliado circunstancial de \"direita\" apenas porque isso é conveniente.\n\nPrecisamos parar de confundir pragmatismo com princípios.\n\nE precisamos, principalmente, entender que uma eleição não é vencida apenas pela quantidade de militantes que já temos, mas pela capacidade de convencer quem ainda não está conosco.\n\nSe continuarmos brigando entre nós, perseguindo dissidentes, criando inimigos internos e afastando quem pensa diferente, podemos até vencer uma eleição.\n\nMas estaremos construindo uma direita incapaz de governar.\n\nA autocrítica precisa começar agora.\n\nPorque depois da eleição será tarde demais.",
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