O presidente Donald Trump usou muitas palavras alarmantes na noite de quinta-feira ao se dirigir ao povo americano sobre ameaças à integridade das eleições nos Estados Unidos: “Estado profundo” (deep State). “Fraudadas e roubadas.” “Conspiração.” “Manipulação.” “Corrupto.” “Fraude.” “Acobertamento.”
quoting
naddr1qv…qs7yDonald Trump demonstra uma fixação em reabrir o debate sobre a eleição de 2020 e lançar dúvidas sobre futuras eleições, citando supostas vulnerabilidades no sistema eleitoral sem apresentar provas concretas de manipulação. Essa obsessão, alimentada por um ego ferido e pela necessidade de justificar possíveis derrotas futuras, leva à nomeação de negacionistas eleitorais e à busca por informações que corroborem suas teorias. Enquanto aliados defendem suas razões, muitos republicanos veem o tema como politicamente prejudicial, pois o eleitorado está mais preocupado com questões econômicas. - Donald Trump utiliza um discurso alarmista sobre a integridade das eleições americanas, citando termos como "Estado profundo", "fraudadas e roubadas", "conspiração" e "fraude". - A principal mensagem de Trump é que ele não é um perdedor e que forças obscuras agiram para impedir sua vitória em 2020, insinuando que resultados futuros também podem não ser legítimos. - O presidente tem se tornado obcecado em reabrir o debate sobre a eleição de 2020 e lançar dúvidas sobre as eleições de 2026, nomeando negacionistas eleitorais e buscando dificultar o voto. - A fixação de Trump em reescrever a história de 2020 é vista como uma forma de lidar com seu ego ferido e testar a lealdade de seus colaboradores. - Apesar de impopular, Trump busca construir uma narrativa que explique futuras derrotas e justifique intervenções para alterar resultados eleitorais. - Aliados de Trump insistem que ele tem razões legítimas para investigar supostas conspirações eleitorais, acreditando que elites tentam derrubar um "outsider". - Alguns republicanos prefeririam que Trump abandonasse o tema, considerando-o prejudicial politicamente em um momento de preocupação com o custo de vida. - A crença na fraude eleitoral de 2020 é mais forte entre a base de Trump do que no eleitorado em geral. - Em contraste com o primeiro mandato, Trump está cercado por conselheiros que o incentivam ou permanecem em silêncio sobre suas alegações de fraude. - Candidatos a cargos governamentais foram questionados sobre a crença na vitória de Trump em 2020, com aqueles que responderam negativamente geralmente não sendo aceitos. - Democratas observaram que nomeados de Trump evitam responder diretamente quem ganhou a eleição de 2020, usando termos como "certificado" em vez de "eleito" ou "venceu". - Trump mencionou a eleição de 2020 sete vezes em seu discurso, sem afirmar explicitamente que venceu, e não levantou dúvidas sobre as eleições de 2016 ou 2024. - Agências de inteligência dos EUA concluíram que a China tentou influenciar a eleição de 2020, mas permaneceu à margem, enquanto a Rússia realizou uma campanha agressiva para ajudar Trump em 2016. - Trump ordenou investigações sobre interferência eleitoral e reiterou a pressão para aprovar leis que exijam prova de cidadania e identidade com foto para votar. - Existe a possibilidade de Trump agir caso o resultado eleitoral não seja o desejado, tendo lamentado não ter seguido conselhos para apreender máquinas de votação em 2020. https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/07/17/analise-trump-esta-obcecado-por-questionar-as-eleicoes-de-2020-e-isso-tera-um-custo-para-a-democracia-americana.ghtml

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