Um estudo publicado na revista Neuron em junho identificou um novo mecanismo por trás da forma como o corpo humano percebe o calor e o frio. A equipe responsável pelo projeto, formada por pesquisadores da Alemanha e da Austrália, sugere que a maioria das células nervosas da pele sensíveis à temperatura consegue detectar tanto o frio quanto o calor. Isso contraria a visão aceita até então de que a pele dependeria de células nervosas separadas para captar cada uma dessas sensações.
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naddr1qv…k0m5Um novo estudo sugere que a maioria das células nervosas da pele sensíveis à temperatura pode detectar tanto o calor quanto o frio, um mecanismo que difere da crença anterior de que seriam necessárias células separadas para cada sensação. Pesquisadores utilizaram imagens em ratos para observar a atividade neural em resposta a variações de temperatura, identificando que uma fração dos termorreceptores, especialmente aqueles ligados ao canal TRPM8, é capaz de codificar ambas as sensações. Essa descoberta tem implicações no tratamento de disfunções térmicas e pode servir como indicador precoce de degeneração no organismo. - Um novo estudo publicado na revista Neuron sugere que células nervosas da pele podem detectar tanto calor quanto frio. - A pesquisa contraria a visão aceita de que existiriam células nervosas separadas para cada tipo de sensação térmica. - Cerca de um quinto dos termorreceptores analisados mostraram capacidade de responder às duas condições, aumentando a atividade no frio e diminuindo no calor. - O canal iônico TRPM8 parece ser o principal responsável por essa capacidade dupla dos neurônios. - A descoberta pode auxiliar no desenvolvimento de tratamentos para disfunções térmicas em condições como lesão medular, esclerose múltipla e diabetes, além de ser relevante para a população idosa. - Os cientistas também investigam se a disfunção dos termorreceptores pode ser um indicador precoce de degeneração no organismo. https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2026/07/como-o-corpo-sente-que-esta-calor-ou-frio-estudo-descobre-novo-mecanismo.ghtml

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