{"type":"rich","version":"1.0","author_name":"ΜΟΛΩΝ ΛΑΒΕ (npub1d0…yyvcy)","author_url":"https://nostr.ae/npub1d0jucp5jqt799kjuqxzs4cj377tew43dpcr60fzyvcltc5jemtcqryyvcy","provider_name":"njump","provider_url":"https://nostr.ae","html":"O julgamento era baseado em interrogatório e investigação. \n\nOs acusados eram avisados previamente que estavam sendo investigados. Eram investigadas coisas como, por exemplo, se o acusador tinha alguma pendência ou problema com o acusado, o que poderia motivar uma falsa acusação.\n\nO acusado tinha direito a um defensor, desde que este se encaixasse nos requisitos do inquisidor. \n\nA qualquer momento da investigação, se o acusado assumisse a culpa e demonstrasse arrependimento, era absolvido ou a pena aplicada era branda, como um serviço comunitário. Os hereges podiam se apresentar ao inquisidor para serem absolvidos e se reconciliar com a Igreja. Mas em casos de relapso (voltar a cometer o mesmo erro após jurar não cometer) a condenação era imediata. \n\nOs acusados poderiam arrastar o processo por anos, fazendo uso do apelo ao papa. Isso numa época em que a informação demorava dias, semanas ou meses pra chegar nos locais de destino. \nO caso Galileu, por exemplo, se prolongou por 20 anos. \n\nSobre a tortura, ela era usada muito raramente e era considerada como pouco eficiente devido à natureza da ação como meio para se conseguir a verdade.\nEla era extremamente regulamentada e sobre estrita supervisão. Seguindo o princípio do “Ecclesia abhorret a sanguine”, ou seja, a Igreja abomina o sangue. Sendo assim, a tortura não poderia arrancar sangue.\nPela sua ineficiência em alcançar a verdade, caiu em desuso já pela metade do século XIV. "}
