<oembed><type>rich</type><version>1.0</version><author_name>ΜΟΛΩΝ ΛΑΒΕ (npub1d0…yyvcy)</author_name><author_url>https://nostr.ae/npub1d0jucp5jqt799kjuqxzs4cj377tew43dpcr60fzyvcltc5jemtcqryyvcy</author_url><provider_name>njump</provider_name><provider_url>https://nostr.ae</provider_url><html>De repente pulaste para o sec. XX. Enfim, como eu disse, a função do papa não é ser chefe de estado. Ele é, antes de tudo, o sucessor de Pedro, Vigário de Cristo e chefe visível da Igreja Católica. O chefe de Estado do Vaticano é uma consequência acidental, não uma definição essencial do ofício papal.&#xA;O Estado da Cidade do Vaticano é necessidade prática, uma independência da Igreja em relação ao poder secular. Se destruíssem o Vaticano amanhã, a função eclesial dele permaneceria intacta. E chefe de um Estado de 0,44 km²...&#xA;&#xA;O Código de Teodósio II e o Corpus Juris Civilis já tratavam a heresia como crime muito antes da Inquisição existir. Até porque isso poderia fomentar revoltas.&#xA;Antes dela, hereges eram linchados ou condenados sumariamente, sem processo formal, sem direito de defesa. A Inquisição estabeleceu procedimentos jurídicos claros, baseados em prova e testemunha, onde inclusive o ônus da prova era transferido para o acusador — o que, à época, era uma inovação extraordinária. Tanto é que a pena capital definitivamente não era a regra, mas exceção. A proporção histórica é brutalmente distorcida.&#xA;Havia todo um processo que não convém detalhar aqui, que poderia durar anos! Havia apelações à Santa Sé, penitências, indultos, enfim... Muitos, inclusive, preferiam ser julgados pelo tribunal da inquisição (principalmente durante a Inquisição Medieval Papal) do que pelo tribunal secular, pois aquele era demorado e piedoso, motivo pelo qual muitos populares criticavam a inquisição e preferiam fazer justiça com as próprias mãos em alguns casos.&#xA;É importante sempre lembrar que era uma sociedade cujo fundamento era religioso. Analisar a julgar com olhar moderno é anacronismo.&#xA;&#xA;Minha intenção aqui não é isentar os membros da Igreja de quaisquer erros — afinal, são homens falíveis, e é evidente que houve falhas ao longo da história. No entanto, minha fé está em Cristo, que se manifesta em seu Corpo Místico, a Igreja Católica. O objetivo é apenas oferecer um contexto mais amplo e esclarecer melhor os acontecimentos.</html></oembed>