<oembed><type>rich</type><version>1.0</version><author_name>pollyanna (npub1fc…h9c3g)</author_name><author_url>https://nostr.ae/npub1fcyg7vy876n7wztuuhl8lkyyaszdm3576mxaxlz4ugq0waztz7fqzh9c3g</author_url><provider_name>njump</provider_name><provider_url>https://nostr.ae</provider_url><html>eu entendi agora porque eu não gosto de memes. porque eu não gosto da maioria das piadas que as pessoas fazem. porque muitas pessoas têm medo de olhar pra si mesmas e só conseguem rir da própria projeção nos outros. e eu não consigo. eu não acho engraçado alguém que sente algo desafiador e age confessando sua dor, seja com reclamação ou qualquer outra atitude.&#xA;&#xA;mas uma coisa que as pessoas que fazem piadas com outras me ajudam a acessar é a raiva. uma emoção que quase nunca chega assim com tanta força, mas aparece quando eu vejo isso. quando eu vejo um monte de crianças apontando pra uma única e a acusando de qualquer coisa. e pretensos adultos.&#xA;&#xA;quando isso acontece com as crianças, eu digo imediatamente para pararem. e depois eu escuto cada uma porque sei que todas estão com dores precisando ser acolhidas. quando eu vejo isso acontecer com adultos eu só posso olhar pra mim mesma e ver a minha própria falta de ética e o que essa raiva me convida a transformar. &#xA;&#xA;e eu me recolho, agora, pra sentir e integrar isso aqui. mas não queria deixar de escrever.</html></oembed>