A meu ver existem dois grandes fatores para queda da natalidade, o principal é a moeda fiduciária, e a outra é o desenvolvimento da sociedade.
Vou descrever de Portugal, mas em Espanha deve ser idêntico, como em maior porte da Europa.
Nos anos 50 e 60, os casais tinham muitos filhos, primeiro, porque a taxa de mortalidade era elevada nas crianças, assim tinham mais filhos, mesmo com morte de alguns, os pais ficavam sempre salvaguardado.
Segundo, as crianças como estavam poucos (4 anos em média), muito cedo começavam a ajudar os pais na agricultura ou trabalhar para ajudar no redimento da família. Hoje em dia, os filhos estudam até muito tarde, durante mais de 20 anos são despesas para os pais, enquanto antigamente era uma fonte de redimento.
Terceiro, como não havia pensões, tinham muitos filhos, porque seriam estes a cuidar dos pais na velhice.
O desenvolvimento da sociedade, cada vez estuda-se até mais tarde, tornou os filhos num custo muito elevado, que se agravou devido à perda de poder de compra da moeda fiduciária.
Nos anos 70, bastava o homem trabalhar, a mulher ficava casa a cuidar dos filhos. Um salário era suficiente para uma casa e para sustentar a família.
Com a degradação da moeda, deixou de ser suficiente só o salário do homem, mulher foi "obrigada" a trabalhar. Há "teorias da conspiração" que defendem que os movimentos de emancipação da mulher, tem como objectivo colocar a mulher a trabalhar, para disfarçar a perda de poder de compra da moeda.
Passou a ser necessário, os dois membros do casal, trabalharem para conseguir comprar uma casa e constituir uma familia, pasaram a ter por volta de 2 filhos.
Agora as novas gerações, trabalham ambos e tem enormes dificuldades em comprar casa e ter filhos. Cada vez mais, existem casais que não têm filhos, na maioria da vezes a principal razão é financeira, optando por um animal.
A constituição de família deixou de ser uma prioridade, optando pelo prazer imediato, uma alta preferência temporal.
A moeda fiduciária, tornou o ser humano num escravo, dependente de créditos.