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2026-05-21 14:17:53 UTC

Otavio on Nostr: Em meados de Setembro deste ano, quando me perguntarem em quem irei votar, depois do ...

Em meados de Setembro deste ano, quando me perguntarem em quem irei votar, depois do culto matutino, essa será a minha resposta:

É notório que, em períodos eleitorais, muitos políticos empenham-se em demonstrar ações e iniciativas que, em última instância, visam apenas à sua própria reeleição e consequente perpetuação no poder. Tal comportamento decorre dos incentivos oferecidos pela própria estrutura institucional, que garante à classe política salários elevados, benefícios vultosos e privilégios diversos. Diante desse cenário, torna-se evidente a ausência de estímulos para que tais agentes públicos promovam medidas efetivamente voltadas ao bem-estar coletivo, preferindo, ao contrário, políticas que oneram ainda mais o contribuinte, seja por meio do aumento da carga tributária, seja pela manutenção de tributos que poderiam ser extintos.

Os mecanismos que sustentam a busca pela reeleição estão intrinsecamente vinculados às garantias legais da democracia brasileira. Assim, observa-se um interesse recorrente em ampliar a arrecadação estatal, independentemente da conjuntura fiscal, pois é justamente dessa fonte que se alimenta o conforto material de políticos, seus familiares e aliados. Em termos práticos, o eleitor, ao exercer o voto, acaba por escolher quais representantes continuarão a enriquecer às custas da produção nacional, quais terão acesso às melhores instituições de ensino estrangeiras para seus descendentes, quais desfrutarão de férias em destinos luxuosos, e quais expandirão seus patrimônios em paraísos fiscais.

O Estado brasileiro revela-se eficiente em um aspecto específico: na difusão da narrativa de que o futuro da nação repousa nas mãos do cidadão comum, que, a cada quatro anos, dirige-se a uma escola pública deteriorada para apertar alguns botões. Contudo, o resultado concreto desse ritual democrático é invariavelmente o mesmo: a expansão contínua da máquina estatal, que perpetua o ciclo vicioso de arrecadação compulsória e redistribuição de privilégios, em benefício quase exclusivo da elite política e burocrática.